História - SOBR

Sociedade Orquestra e Banda Ramalho - 150 anos

 

Um breve histórico da Orquestra e Banda Ramalho


Nascida da velha tradição musical da vila de São José d'El Rey, onde, no século XVIII, se desenvolveu um grande contingente de compositores e músicos, a Sociedade Orquestra e Banda Ramalho teve como seu fundador o músico Bernardo José Ramalho e seu filho José Luiz Ramalho, em meados do ano de mil oitocentos e sessenta.

    Em 11 de março de 1900, José Luiz Ramalho, o maestro, falece e assim assumi os destinos e a regência da orquestra e banda o seu filho Joaquim Ramalho (à esquerda), músico componente da orquestra e banda de seu pai. Em 1919 a Orquestra e Banda até então sem denominação transformou-se em "Corporação Musical São José del-Rei".     Em 1922 a campanha eleitoral para presidente da república vem provocar desentendimento entre Joaquim Ramalho e Antonio de Pádua Falcão, dividindo a Corporação em duas, compostas quase que apenas pelos familiares dos regentes. Na década de 30 o vigário José Bernardino atribui o nome Ramalho à orquestra e banda de Joaquim Ramalho. A orquestra e banda de Pádua Falcão desaparece no fim da década de 20, com a


transferência do regente para Belo Horizonte.

Em 1963, morre Joaquim Ramalho ficando os destinos da orquestra e banda sob a batuta de seu filho, também músico maestro João Baptista Ramalho com a enfermidade, e posterior falecimento, deste maestro assume o músico Joaquim Ramalho Filho (à direita), seu irmão.

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Histórico da Sociedade Orquestra e Banda Ramalho

Ainda na época do Brasil colônia, a então vila de São José Del Rei (hoje Tiradentes), tinha grande movimento musical, produzira compositores de grande importância como o capitão Manoel Dias de Oliveira e grande quantidade de músicos, embora não organizados em corporações.

Já em meados do século XIX aparecem vários grupos musicais que se denominavam “partido de música”. Entre esses partidos apareceu o de Bernardo José Ramalho e seu filho José Luiz Ramalho, que fundam a  Sociedade Orquestra e Banda Ramalho (como é atualmente denominada a corporação musical), primeira e única corporação musical da cidade de Tiradentes.

Há registro da participação da Banda e Orquestra Ramalho na festa do Jubileu da Santíssima Trindade em 1860. Sob a direção de José Luiz Ramalho. Durante todo este tempo a corporação manteve-se como principal centro criador e produtor de música da região.

Na Banda e Orquestra de José Luiz Ramalho participavam músicos e compositores regionais do final do século dezenove como Antonio de Pádua Alvez Falcão, João Francisco da Matta que dedicou peças de sua autoria aos Ramalhos. O Pe. José Maria Xavier compôs a novena de S. João Evangelista para José Luiz Ramalho executar.

Após José Luiz Ramalho estiveram na regência da Banda e Orquestra; seu filho, Joaquim Ramalho, seguido por seus filhos João Baptista Ramalho e, após sua morte, Joaquim Ramalho Filho, que se manteve, até recentemente, quando teve que se afastar por motivos de saúde. Além deste núcleo familiar, o compositor Antônio de Pádua Falcão e Fernand Jouteux, destacaram-se na batuta da  Orquestra e Banda Ramalho no início do século XX.

O arquivo musical da Sociedade Orquestra e Banda Ramalho ainda que pequeno, desperta interesse musicológico, pois conta com obras de diversos compositores mineiros do século XVIII e XIX, sobretudo aqueles que atuaram na antiga vila e na região  do Rio das Mortes. O acervo possui inúmeras obras do compositor francês Fernand Jouteux, discípulo do célebre Messenet, que veio para o Brasil em exílio voluntário por desavenças familiares.

Apenas na década de 1980 a Sociedade Orquestra e Banda Ramalho é cadastrada em órgãos oficiais do governo.

É também nesta época que se inicia um rigoroso processo de revigoração da Banda de música ligada à Orquestra, priorizando a formação de novos músicos, em sua maioria jovens e crianças; e promovendo cursos de aperfeiçoamento para seus integrantes.

Atualmente é a responsável por manter a tradição e atividades musicais da cidade, como festas cívicas, apresentações para o entretenimento da população, destacando-se as festas religiosas, muito numerosas no interior mineiro, o que demanda grande dedicação e esforço da Banda e Orquestra.

 

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Um breve histórico da Orquestra e Banda Ramalho (texto na íntegra)

Ainda na época do Brasil colônia, a então vila de São José tinha grande movimento musical, produzira compositores de grande importância como o capitão Manoel Dias de Oliveira e grande quantidade de músicos, embora não organizados em corporações. No século XIX apareceu vários grupos musicais que se denominavam “partido de música”, conhecidos como partido Santana, o de José Antonio Alves, etc. Entre esses partidos apareceu o de José Luiz Ramalho, que a partir de 1860 passa a ser contratado para as funções religiosas (missas, novenas, ofícios). É também verdade que o nome Ramalho já aparece na primeira eleição da Câmara municipal em 1718. Neste referido grupo de José Luiz Ramalho participavam músicos e compositores regionais do final do século passado como Antonio de Pádua Álvez Falcão, João Francisco da Mata que dedicou peças de sua autoria aos Ramalhos. O Pe. José Maria Xavier compôs a novena de S. João Evangelista para José Luiz Ramalho executar. Em 1919  a corporação ganha o nome de “S. José d’El Rei” que em 1922 vai ser desmembrada em duas orquestras. Nesta data o vigário José Bernardino de Siqueira dá o nome de Orquestra e Banda Ramalho ao grupo que fica sob a regência de Joaquim Ramalho.

Quando falece em 1900 o maestro José Luiz, a batuta passa a seu filho Joaquim Ramalho que fica na regência até a sua morte em 12 de Dezembro de 1963, quando assume em seu lugar o filho João Baptista Ramalho que dirige a orquestra até os nossos dias.

Nas décadas de 1920 e 30 a orquestra e banda se apresentava nas cidades próximas em festividades litúrgicas, como a Semana Santa. Em 1934 a orquestra realizou um concerto no Salão nobre do Fórum, quando foram executadas obras inéditas do maestro e compositor francês Fernand Jouteux, aqui radicado. A orquestra foi regida pelo próprio compositor, que também dedicou várias peças à orquestra Ramalho, tal como “Tiradentes, apoteose Sinfônica”.

Olinto Rodrigues do Santos, 19/10/1980

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